sábado, 9 de fevereiro de 2019

Menino de 11 anos já programou mais de 100 videogames

Menino de 11 anos já programou mais de 100 videogames
Menino de 11 anos já programou mais de 100 videogames
Aos seis anos de idade, Antonio García Vicente juntou-se ao Clube de Jovens Programadores da Universidade de Valladolid. Com oito, apresentou-se no TED pela primeira vez — sua palestra chamava-se Programar para aprender sem limites. 

Agora, aos 11 anos de idade, ele afirma com convicção que "a programação é um super poder que permite que você faça o que quiser". E o pequeno prova isso: já criou mais de 100 jogos para videogames.

"O que mais gosto no mundo são meus dois hobbies: um é a programação e o outro é o futebol", diz Antonio, que é torcedor do Real Madrid. Ele mora em Villanubla, uma pequena cidade em Valladolid. No inverno, quando faz muito frio, o garoto passa as tardes programando. "Eu gosto de jogos de videogame como todas as crianças, mas também gosto de saber como eles são feitos e de criar os meus próprios. Obviamente, eles não são tão profissionais como o FIFA, mas criei um jogo em que vários usuários ficam no mesmo campo e jogam uns contra os outros", completa.

Além disso, ele também desenvolveu um jogo para ensinar os planetas do sistema solar, outro que parece o jogo da velha e mais. O primeiro contato de Antonio com a programação aconteceu quando ele tinha 6 anos de idade e foi, com a irmã Noelia, ao Scratch Day (evento na Universidade de Valladolid que tem workshops de programação).

Como outras crianças que começam nesse mundo, ele primeiro aprendeu Scratch. Depois, passou a treinar com novas ferramentas e linguagens de programação e as usou para desenvolver projetos e apps. Agora, o pequeno já tem noções de App Inventor, App Lab e Arduino — as duas últimas são suas favoritas, pois permitem "lidar com coisas físicas". "Com o App Lab você pode fazer um aplicativo para o celular e com o Arduino você pode gerenciar sensores de umidade, fazer semáforos, botões..."

A maioria dos jogos de Antonio são desafios propostos pelo Clube de Jovens Programadores ou por professores. Eles preferem que o garoto lide com tópicos que está aprendendo na escola. Seu primeiro jogo serviu para aprender os ossos do corpo humano, por exemplo. "Percebi que a programação poderia ser usada para tornar o estudo mais divertido."

Tanto ele como sua irmã transmitiram aos amigos a paixão pelo desenvolvimento de jogos para videogames. Juntos, criaram o Clube de Programação El Páramo de Villanubla na escola. O grupo, que começou com 10 crianças, agora tem 54, de 6 a 15 anos de idade. "A melhor coisa é a sensação que dá quando você faz algo funcionar. É incrível!", diz.

Quando iniciar a programação

Para ele, a melhor idade para começar a programar é seis anos. "Como você ainda não sabe muito, é mais fácil aprender coisas novas. As pessoas imaginam que uma criança que programa está o tempo todo em casa, trancada no quarto com o computador, mas não é assim. Existem plataformas de programação, como o Scratch, nas quais é possível compartilhar as criações e comentá-las", explica.

Além de criar jogos, a programação permite que as crianças adquiram novos conhecimentos. Um exemplo é identificar uma variável ou conceitos relacionados a Física e Matemática. "Quando comecei a programar, uma das instruções que encontrei foi 'virar 90 graus'. Eu ainda não tinha aprendido o que eram graus na escola."

Antonio acredita que é importante que todas as crianças façam um programa obrigatório na escola. "Os empregos estão mudando e pessoas com pensamento computacional são cada vez mais necessárias. Acho que devemos receber aulas para estarmos preparados para o futuro", diz.

O garoto conta que gostaria de ser goleiro quando mais velho. "Eu sei que é muito difícil e, mesmo que eu consiga, a profissão logo está terminada. Então, depois quero ser inventor. Eu tenho um projeto na minha cabeça para eliminar a poluição, mas preciso estudar para poder realizá-lo”, conta. 

Por enquanto, Antonio prefere manter seu projeto em segredo, mas diz que, para desenvolvê-lo, precisa estudar Física e Química. "Eu também gostaria de fazer Engenharia da Computação para aprender todas as linguagens de programação que eu puder. Para mim, a programação é divertida, é corajosa, é um desafio ", conclui o pequeno programador.




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