sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Brasil ganha espaço em segurança da informação, profissional pode ganhar até 20 mil.

Brasil ganha espaço em segurança da informação, profissional pode ganhar até 20 mil.
Brasil ganha espaço em segurança da informação, profissional pode ganhar até 20 mil.
O mercado de segurança da informação no Brasil ainda é dominado pelas grandes corporações americanas, como IBM, Symantec, HP e consultorias como a PwC e a Delloite. Mas empresas brasileiras criadas recentemente começam a despontar nesse terreno e ganhar mundo. A Tempest, por exemplo, surgiu em 2004 no Recife, fundada por três sócios, oferecendo soluções de segurança para empresas. Hoje, tem escritório em São Paulo e Londres, além da capital pernambucana, e 105 funcionários. Entre seus clientes estão os principais bancos do país, além de empresas de comunicação como The Economist, The Guardian e a BBC, na Inglaterra. Vai faturar R$ 25 milhões este ano.

— Fazemos avaliação dos riscos que a empresa corre, criamos os sistemas específicos para protegê-la e cuidamos da operação e monitoramento. Se eu conheço quem quer me roubar, sei me defender melhor — diz Cristiano Linconl Mattos, de 37 anos, CEO e um dos fundadores da empresa. Ele conta que como o Brasil é alvo de ataques mais sofisticados de hackers, especialmente no casos de bancos, a empresa chegou a Londres com um knowhow que o mercado local não tinha.

A PSafe é outra empresa nacional que vem crescendo e recebeu recentemente um aporte de US$ 30 milhões de fundos de investimento e de uma empresa de segurança chinesa. Deve expandir seus negócios para países da América Latina em breve. A PSafe desenvolve soluções de segurança, por exemplo, para sistema Android, usado em celulares. Tem escritório no Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis e 130 funcionários.

— Nosso aplicativo, que já teve quase 50 milhões de downloads, é gratuito. Protege contra vírus, e outras formas de ataque ao celular — diz Marco DeMello, um dos fundadores da empresa, e que trabalhou na Microsoft nos Estados Unidos na área de segurança do Windows.

Os profissionais que atuam nessas novas empresas têm entre 20 e 30 anos e geralmente são formados em Ciência da Computação. A Tempest, por exemplo, prefere os recém-formados e oferece treinamento. Aqueles que ficam responsáveis pelo monitoramento de possíveis ataques a empresas têm que estar dispostos a trabalhar em esquema 24 horas por dia, sete dias por semana. Já do grupo que faz testes de invasão para descobrir vulnerabilidades nos sistemas de empresas é exigido outro tipo de habilidade.

— Dessa turma se exige dois tipos de habilidades: ofensiva e defensiva. O profissional tem que saber quebrar o sistema da empresa e construir um modelo para protegê-la. Na prática, é um profissional que deve ter boa base técnica e bom raciocínio — explica Mattos, CEO da Tempest.

Como estão bem requisitados no mercado, os profissionais de segurança da informação tem uma remuneração atrativa. O salário de um analista pode variar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. Já o do operacional, vai de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Mas se o cargo é de gestão, o valor flutua entre R$ 10 mil e R$ 20 mil mensais.




> Comunidade Brasileira de Sistemas de Informação
> Fundada em 13 de Outubro de 2011
> E-mail: comunidadebsi@gmail.com
> Cel: +55 92 99329-7545
> Local: Manaus, Amazonas, Brasil.

> Cláudio Florenzano, Diretor Executivo.
> E-mail: c.luciano20@gmail.com

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