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Hackers invadiam contas de bancos e usavam o dinheiro com farras e ostentação.

'Hackers ostentação' são presos após desviarem R$ 7,5 milhões.
Foto: Reprodução/Fantástico
Arthur Franklin de Sousa Lima é um dos líderes da quadrilha que roubou via internet bank R$ 7,5 milhões de mais de mil clientes de quatro bancos no país. De acordo com o delegado da Polícia Federal (PF), Madson Henrique Tenório, Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, o cearense vive na capital paulista e, junto com um morador de Fortaleza, liderava as ações. Foram presas 13 pessoas.

O delegado ressalta que o cearense mantinha comunicação constante com o outro líder em Fortaleza. "Ele vive em São Paulo e executa os trabalhos, as fraudes, de lá, a mando do líder da organização daqui de Fortaleza. Ele ajuda a pulverizar a ação da quadrilha”, disse.

Ainda segundo o delegado Madson Henrique, apesar de o grupo ser sediado em Fortaleza, aplicava boa parte dos golpes nos outros estados da federação. “Apesar de ter a base sediada em Fortaleza ele realizava a maioria dos ataques às contas das vítimas em outros estados da federação. Justamente para dissimular a atuação, a encobrir essa atuação e dificultar os trabalhos de investigação da polícia”.

A fraude, de acordo com o delegado, começava pelo envio de e-mails com links maliciosos para as vítimas. “Começava por e-mails. Eles remetiam para as pessoas simulando pesquisa ou informações dos próprios sites do banco, e as pessoas acabavam digitando suas digitais e senhas de bancos, além do código de conta agência, e os criminosos tinham os acessos dos clientes”, explica.

O delegado ainda explicou que após conseguir as informações dos clientes dos bancos, os líderes da quadrilha, com ajuda de um funcionário de uma operadora de telefonia bloqueavam o número do celular da vítima que iria ser furtada e habilitava esse mesmo número no celular do criminoso. A partir daí, ele acessava a “internet bank” e os acessos fraudulentas.

Segundo a polícia, os criminosos vão responder por furto mediante fraude, organização criminosa e possivelmente lavagem de dinheiro.

Fantástico mostrou o esquema.

O Fantástico mostrou uma matéria sobre o caso. Os cibercriminosos não se intimidavam em gastar com vários luxos e mostrar isso tranquilamente nas redes sociais. [ Assista aqui o vídeo ].




AUTOR: CLÁUDIO FLORENZANO | Fundador: Comunidade Brasileira de Sistemas de Informação | Gestor de TI e Especialista em Cibersegurança | E-mail: c.luciano20@gmail.com

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