domingo, 15 de dezembro de 2019

Falta de profissionais de TI faz empresas pararem de exigir de diploma

Falta de profissionais de TI faz empresas pararem de exigir de diploma
Falta de profissionais de TI faz empresas pararem de exigir de diploma
Em um cenário com uma taxa de desemprego alta em que vive atualmente o Brasil, existe um problema na falta de mão de obra especializada, que atinge os profissionais de TI (tecnologia da informação). As informações são do 6 minutos.

Isso acontece, porque o país precisa contratar 70 mil novos profissionais de tecnologia da informação por ano até 2024, segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), porém apenas 46 mil pessoas se formam nessa área a cada 12 meses.

Para solucionar esse problema de falta de profissionais capacitados, as empresas estão abrindo mão da exigência do diploma de nível superior para contratar os profissionais e preencher as vagas, valorizando o conhecimento técnico, que muitas vezes são por autodidatas.

Outra consequência para abrir mão da exigência dos diplomas de nível superior, são os cursos livres a distância encontrados gratuitamente pela internet, como de programação, ciências de dados e marketing digital, ou a abertura de escolas que possuem esses cursos, onde as empresas vão atrás em busca de profissionais para preencher as vagas abertas.

De acordo com Ricardo Rocha, diretor-executivo da Spring, essa flexibilidade não vale a pena na hora de contratar  para todo tipo de empresa. A tendência teve início nos Estados Unidos e foi adotada no Brasil mais por startups e empresas de tecnologia. “São empresas que crescem muito rapidamente e têm uma necessidade grande de desenvolvedores e programadores para continuar se expandindo. Mas o mercado não forma profissionais na velocidade que essas companhias precisam”, diz Rocha.

A exigência do mercado caiu devido uma série de motivos, dentre eles, estão empresas que buscam profissionais com diferentes perfils, e se todos se formarem na mesma faculdade, o perfil dentro da companhia será o mesmo. Outro motivo é que as tecnologias estão em constante mudanças e as faculdades não acompanham a velocidade para adaptar e incorporar em suas grades, e nem sempre os cursos superiores conseguem ensinar as tecnologias que os profissionais vão precisar usar quando se formarem. O curso de ensino superior não garante o conhecimento técnico necessário que as empresas precisam para seu dia a dia.

Na hora de contratar profissionais, o foco das empresa, em geral, é  para o conhecimento técnico do profissional, além de olhar as certificações, olhar para as tecnologias que o recrutado domina e se encaixa no perfil da empresa, além de avaliar o conhecimento não se aprende na faculdade.

Porém, isso não significa que não precisa mais ter um diploma de ensino superior, sendo uma trava na hora de selecionar ou barrar o candidato. Se houver dois candidatos com perfil e nível de conhecimento idênticos, o que tiver diploma vai ter vantagem. “O diploma faz diferença na hora de comparar. Acontece que ele deixou de ser uma nota de corte. Antes, o profissional sem nível superior nem entrava no processo seletivo, não passava na peneira”, afirma Rocha.

Além disso, segundo Rocha, a experiência da faculdade ajuda o profissional a dominar as soft skills que o mercado exigirá dele depois de contratado. “A faculdade ajuda o futuro profissional a lidar com o lado emocional das relações no trabalho.”




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