quarta-feira, 19 de junho de 2019

Mais de 70% dos profissionais de tecnologia se mudariam do Brasil, indica estudo

Mais de 70% dos profissionais de tecnologia se mudariam do Brasil, indica estudo
Mais de 70% dos profissionais de tecnologia se mudariam do Brasil, indica estudo
Tomar a decisão de trabalhar no exterior é uma escolha muito individual. Envolve as circunstâncias da vida de cada um, a educação e a experiência de trabalho. Mas esse movimento depende também de forças externas como o desempenho da economia e política de imigração de cada país. A combinação desses fatores é o que faz com que os países cresçam ou caiam como destinos de trabalho.

Uma pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group e pela The Network, analisou especialistas digitais de 180 países. Entre eles, mais de dois terços aceitariam trabalhar em outro país em busca de melhorias na carreira.

No entanto, o desejo de mobilidade desses profissionais varia de acorco com o local em que vivem. Por exemplo, na China, a maioria dos entrevistados não têm o intuito de sair do país. Já no Brasil, mais de 70% dos profissionais de tecnologia entrevistados estariam dispostos a se mudar de país. A pesquisa também revelou que os Estados Unidos são o principal destino dos especialistas de todo o resto do mundo, seguidos da Alemanha e Canadá.

Londres, Nova York e Berlim são as cidades “queridinhas” por oferecerem um equilíbrio entre o trabalho, oportunidade de aprender e vida pessoal – esses são os aspectos mais valorizados pelos profissionais que buscam oportunidades em outros países.

Quem são esses profissionais?

As principais habilidades dos 26.806 especialistas em tecnologia entrevistados são:

- Mineração, engenharia e análise de dados
- Programação e desenvolvimento web, incluindo front-end e back-end
- Marketing e análise digital
- Design digital, da interface do usuário (UI) e experiência do usuário (UX)
- Desenvolvimento de aplicativos móveis
- Inteligência artificial, incluindo aprendizado de máquina
- Maneiras ágeis de trabalhar
- Engenharia de robótica e automação

De forma geral, esses profissionais são associados a startups, mas a pesquisa diz que o empregador preferido por eles é, normalmente, uma grande empresa.

Outro dado relevante é que 38% têm diploma de bacharelado, 38% mestrado ou pós-graduação e 4% doutorado. 40% trabalham em empregos sem responsabilidade administrativa; o restante trabalha em baixa gerência (29%), seguido por média (21%) e alta gerência (9%).

Especialistas digitais que mudariam de região para alavancar a carreira

Ao todo, dois terços (67%) dos especialistas em tecnologia se mudariam de seus países de origem para trabalhar. O mais importante para esses profissionais é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a oportunidade de aprender, a oportunidade de desenvolvimento de carreira e uma boa relação com colegas.

Destinos mais comuns

Independentemente das áreas de habilidade ou especialização, os EUA são o principal destino mundial. Alemanha, Canadá, Austrália e Reino Unido completam os cinco destinos de trabalho mais atraentes para especialistas digitais. Eles são seguidos pela Espanha, França, Suíça, Itália e Japão. Os fatores que interferem na escolha são as amplas oportunidades de emprego, desempenho da economia, remuneração e benefícios.

O que os especialistas digitais valorizam no trabalho

O equilíbrio entre o trabalho, aprendizado e vida pessoal. Além dessas preferências, eles buscam oportunidades de desenvolvimento da carreira e bom relacionamento com os colegas do time. 

Inteligência Artificial

Somente 3.666 dos entrevistados são especialistas em inteligência artificial. A preferência deles é por trabalhar para grandes empresas nas áreas de tecnologia da informação, engenharia e indústria. Os principais destinos para esses profissionais são: EUA (38%) e Alemanha (34%).

Como empresas e governos podem se adaptar a esse cenário?
As empresas precisam de profissionais com habilidades digitais para expandir o negócio. O que, de certa forma, proporciona aumento de emprego em todo o mundo. A dica das consultorias responsáveis pelo estudo é, primeiro, capacitar os funcionários atuais. Um segundo passo é segmentar as áreas e organizar a função de trabalho de cada funcionário. Se necessário, pesquisar novos cargos relevantes que exijam conhecimento digital. Esse plano auxilia a área de recursos humanos para preencher lacunas por meio de recrutamento, treinamento, terceirização e contratação de ajuda autônoma.

Já os governos precisam entender que trazer indivíduos com habilidades digitais para a força de trabalho aumenta o sucesso econômico do país e pode favorecer o desenvolvimento da economia digital. Assim, os governos devem tomar medidas para criar destinos de trabalho atraentes. Dessa forma, além de atrair talentos estrangeiros, eles podem reter os residentes com habilidades digitais que poderiam, de outra forma, partir para uma oportunidade melhor em outro lugar.

Os governos podem começar construindo um modelo quantitativo da demanda e oferta de especialistas digitais no país. O resultado dessa análise pode ajudar a desenvolver estratégias para se tornar um centro de especialistas digitais.

Dica para os profissionais

É importante buscar oportunidades de treinamento e estar aberto a mudança, se necessário, para outro país. Quem busca emprego não deve limitar o escopo de sua pesquisa. A digitalização e a inovação generalizada estão criando posições que exigem habilidades digitais não apenas em TI e engenharia, mas também em áreas como finanças e saúde. 




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