terça-feira, 13 de novembro de 2018

Programação é o novo inglês: linguagem dos computadores será essencial no futuro

Programação é o novo inglês: linguagem dos computadores será essencial no futuro
Programação é o novo inglês: linguagem dos computadores será essencial no futuro
A programação é o novo inglês. Se há alguns anos o idioma funcionava como um passaporte para o sucesso, um diferencial  na área profissional e na pessoal, hoje a programação é a grande aposta dos especialistas para também ocupar esse lugar e até mesmo virar requisito em futuros processos seletivos.

E o que é programar? Resumidamente, é dizer a um computador o que ele deve fazer. Isso na língua das máquinas, ou seja, através de códigos. Tudo que os computadores fazem pode ser codificado e, para o coordenador pedagógico do Núcleo Avançado em Educação (Nave), do Instituto Oi Futuro, Anderson Paulo da Silva, que ministrou uma das oficinas do seminário Humanize[se], as pessoas devem ter conhecimentos sobre esses códigos, tecnologia e computação para aplicar soluções no trabalho e na vida pessoal. 

“Programe para não ser programado. A inteligência artificial não vai substituir o homem, mas saber de programação, hardware, automação e como aplicar inteligência artificial nas coisas é necessário para usar no nosso dia a dia. É uma forma de solucionar problemas”, diz.

A programação atualmente, no entanto, ainda é especificidade de um segmento produtivo, como explica o especialista em Recursos Humanos e Coordenador do Curso de Gestão em RH da FTC, Renato Ribeiro. “Quando ele sai dessa área  hoje não vai se tratar de um diferencial. A linguagem de programação, no mundo do trabalho, está se transformando em uma plataforma de domínio geral”, disse. Ele acredita, ainda, que os programadores desenvolvem soluções e que elas podem ser acessadas por outras áreas profissionais.

O professor Anderson destaca que as pessoas devem sair da zona de conforto delas. “O mundo está cada vez mais dinâmico. Hoje nós temos crianças que com cinco anos de idade já pegam o controle remoto da TV, ligam no Netflix e colocam o desenho animado favorito. Então o próprio ser humano está mais adepto à tecnologia. É de se esperar que as profissões fiquem mais adeptas a essas mudanças constantes”. 

O professor, que atua no Nave de Recife (PE), afirma que programar é buscar soluções em prol dos outros e de si mesmo. “É abrir os olhos para novos horizontes. Isso vai mudar o mundo”, afirma. 

Requisito

Para o professor do curso de Sistemas de Informação da FTC José Irahe, a programação, na verdade, já é um requisito. “Em todo o lugar que nós vamos, tem computadores, celulares ou algum dispositivo que foi programado por alguém. Então a programação já é um requisito porque você precisa entender como o mundo ao seu redor funciona. Como as informações funcionam e como colocá-las no computador”, destacou.

Irahe ainda alertou que os programas já fazem parte da vida das pessoas. “O que ainda não faz parte é a programação”, ressaltou. O professor observou, no entanto, que as pessoas que utilizam os programas são dependentes do mercado para resolver seus problemas. 

“Ou eu espero alguém criar um aplicativo que eu quero ou eu faço o aplicativo para ter o serviço. O mercado resolve problemas genéricos. Desenvolve os chamados ‘softwares de prateleira’. É mais lucrativo do que um aplicativo específico, porque ele diminui o alcance do mercado. Então, quando você tem um problema específico, ou você se adapta ao aplicativo do mercado ou você senta e faz o seu”, disse.

Além de ser considerado um requisito, o professor ainda afirmou que a programação é uma oportunidade por ter uma demanda do mercado de trabalho de profissionais qualificados. “Se o profissional tiver um portfólio e um curso, ele nem precisa ter um curso superior. Nos EUA, um desenvolvedor ganha entre 60 e 140 mil dólares por ano. Mesmo com o mercado da Bahia ainda não dando tanto valor para programador, você tem empresas de fora que recrutam aqui e você pode trabalhar home office. Então a pessoa só tem que querer”, disse.

Na prática

Foi vendo a evolução do mundo e da necessidade da tecnologia para o futuro que o coordenador de Sistemas de Informação da Faculdade Estácio, Edmilton Romão, buscou a oficina do Nave no Agenda Bahia para aplicar os conhecimentos na unidade. “Eu quero levar esse tipo de tecnologia e experiência para a universidade. Não só para alunos do nível superior, mas também para do médio. A oficina apresentada pelo Anderson durante o Agenda Bahia me ajudou bastante a ver a programação de forma mais lúdica e fácil para os alunos”, afirmou Romão durante o evento.

Na oficina realizada no Fórum Agenda Bahia, na quarta-feira (7), foi ensinado a um grupo de aproximadamente 60 pessoas, em 30 minutos, a construir um pisca-pisca e um semáforo, através da programação, utilizando apenas um computador, uma placa arduíno e seus componentes.

O jornalista Luiz Fernando Teixeira quis aprender a programar para colocar algumas ideias que tinha para reportagens em prática. "Eu sempre tive interesse por jornalismo de dados e comecei a trabalhar com Excel. Acabei evoluindo por outros sistemas para trabalhar com base de dados maiores e acabei indo aprender Python para aprender a raspar dados de sites na internet", disse.

Para aprender, Teixeira fez um curso online específico para jornalistas e, depois, um curso presencial. "Já apliquei em algumas matérias que fiz ligadas às eleições de 2018. Eu tive que mexer com base de dados grandes do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e consegui refinar as tabelas", comemorou.

O Fórum Agenda Bahia 2018 é uma realização do jornal CORREIO, com patrocínio da Braskem, Sotero Ambiental e Oi, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador, Consulado-Geral dos EUA no Rio de Janeiro, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e Rede Bahia; e apoio do Sebrae e da  VINCI Airports.

Passo-a-passo para aprender a programar:

- O primeiro passo é entender de que forma o computador funciona. Para isso, sistemas de iniciantes podem ser utilizados. Veja alguns:

Scracht - Foi desenvolvido para crianças criarem animações e histórias. A linguagem é orientada por fluxogramas. É uma forma simples porque envolve pouco inglês e matemática. 

VisuALG (Portugol) - Ele é um programa grátis de edição, interpretação e execução de algoritmos. Dá para aprender a utilizar a linguagem para comandar máquinas e construir uma série de comandos.

- Depois do básico, a pessoa deve escolher para qual plataforma ela quer programar. Pode variar entre várias. Algumas delas são:

Java - É uma das linguagens mais usadas no mundo. É a principal utilizada para mobile. E é o básico para quem quer começar a trabalhar na área.

Javascript - Destinado para programadores de web. 

Python - Para criar aplicações na web, jogos e desenvolter inteligência artificial para robótica. É utilizado pelo Facebook, Google, entre outros.

Objective-C - Linguagem para Apple. 

PHP - Para criar sites dinâmicos na internet. É utilizado, por exemplo, no WordPress. 

C++ - Para aplicações mais complexas como desenvolvimento de jogos eletrônicos, programas de tratamento de imagens, editores de textos, entre outros.

C# - Criado pela Microsoft. Para quem quer trabalhar na área corporativa.




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