segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Falta de profissionais de cibersegurança aumentou para mais de 2,9 milhões no mundo

Falta de profissionais de cibersegurança aumentou para mais de 2,9 milhões no mundo
Falta de profissionais de cibersegurança aumentou para mais de 2,9 milhões no mundo
O (ISC)², instituto focado em educação e certificações profissionais em Segurança da Informação e Cibersegurança, anuncia os resultados do 2018 (ISC)² Cybersecurity Workforce Study, que mostra o aumento da falta de especialistas em cibersegurança para quase 3 milhões de profissionais no mundo.

O estudo baseia-se no feedback de mulheres e homens que integram equipes de TI/TIC de pequenas a grandes empresas e têm responsabilidade formal em cibersegurança ou investem pelo menos 25% do tempo na proteção de ativos críticos todos os dias. Seus pontos de vista e opiniões criam uma representação realista dos desafios e oportunidades que o setor enfrenta em todo o mundo.

“Essa pesquisa é essencial para promover uma visão mais clara sobre quem compõe o maior grupo de profissionais de cibersegurança e nos permite adequar nossos programas de desenvolvimento profissional para mulheres e homens responsáveis por proteger as organizações no dia a dia,” diz o CEO do (ISC)2 David Shearer, CISSP.

“São informações poderosas que ajudarão nossos parceiros dos setores governamental e privado a definir programas que promovam a profissão de cibersegurança. Ao ampliar nossa visão da força de trabalho para incluir pessoas com funções colaterais nas equipes de TI e TIC, descobrimos que esses profissionais ainda enfrentam desafios já conhecidos, mas também encontraram diferenças marcantes em comparação a pesquisas anteriores, incluindo uma força de trabalho mais jovem e uma representação maior das mulheres”.

Os principais insights desse estudo revelam que:

Do total de 2,93 milhões de vagas em aberto, a região Ásia-Pacífico apresenta a maior escassez de talentos, de aproximadamente 2,14 milhões de profissionais, em parte graças às economias em crescimento e às novas legislações de privacidade de dados e cibersegurança que vêm sendo adotadas na região.

A América do Norte é a segunda região em defasagem de profissionais, chegando a 498.000, enquanto América Latina e EMEA (Europa, Oriente Médio e África) apresentam um déficit de 136.000 e 142.000 profissionais, respectivamente.

63% dos entrevistados relatam que há escassez de pessoal de TI dedicado à cibersegurança em suas organizações e 59% dizem que, por isso, suas empresas estão sob risco moderado ou extremo de ataques virtuais.

48% dos entrevistados dizem que suas organizações planejam aumentar a equipe de cibersegurança nos próximos 12 meses.
68% dizem que estão muito ou “um pouco” satisfeitos em seu trabalho atual.

As mulheres representam 24% da força de trabalho, em comparação aos 11% dos estudos anteriores e 35% dos entrevistados fazem parte da geração Millennial ou Y, em comparação a menos de 20% da pesquisa anterior.

Mais da metade dos entrevistados (54%) estão se preparando para exames de certificações de cibersegurança ou planejam fazê-lo no próximo ano.
Alguns dos maiores desafios relatados pelos entrevistados para o progresso da carreira são:

o Planos de carreira pouco claros para as funções (34%);

o Falta de conhecimento organizacional sobre habilidades da área (32%);

o O custo relativo à educação para se preparar para uma carreira em cibersegurança (28%).

As quatro áreas em que os profissionais de cibersegurança sentem que precisarão de maior desenvolvimento ou aperfeiçoamento nos próximos dois anos, de forma a progredir em suas carreiras, incluem:

o Segurança na Nuvem;

o Teste de penetração;

o Análise de inteligência de ameaças;

o Investigação forense.

Uma nova análise da escassez de profissionais de cibersegurança

Além de uma visão mais ampla da força de trabalho de cibersegurança, o estudo apresenta uma nova metodologia de análise da falta de profissionais especializados. Em vez de usar modelos herdados que simplesmente subtraem a oferta da demanda, essa pesquisa leva em consideração outros fatores críticos como a porcentagem de organizações com posições abertas e o crescimento estimado das empresas. O cálculo da demanda inclui as posições disponíveis e uma estimativa das necessidades futuras. A apuração da oferta inclui estimativas para entrantes na área e profissionais existentes que estão migrando para as especialidades em cibersegurança. Essa abordagem mais holística produz uma representação realista dos desafios e oportunidades que empresas e profissionais do setor estão enfrentando mundialmente.

O (ISC)² contratou a Spiceworks para conduzir a pesquisa em agosto de 2018. O estudo teve como alvo profissionais de cibersegurança de todo o mundo em empresas de todos os portes. Os resultados incluem respostas de aproximadamente 1.500 participantes da América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa.

O (ISC)2 conduz pesquisas aprofundadas sobre as oportunidades e os desafios enfrentados pelos profissionais de cibersegurança. O (ISC)² Cybersecurity Workforce Study é realizado regularmente para avaliar a lacuna da força de trabalho em cibersegurança, melhor entender as barreiras existentes e descobrir soluções que ajudem esses talentos a se destacar em sua profissão, proteger melhor os ativos críticos de suas organizações e atingir suas metas de carreira.




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