quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Automação ameaça 800 milhões de empregos em 2030, segundo McKinsey.

Automação ameaça 800 milhões de empregos em 2030, segundo McKinsey.
Automação ameaça 800 milhões de empregos em 2030, segundo McKinsey.
A ideia de que robôs assumirão uma boa parcela de nossas habilidades e talentos no mercado de trabalho não é nada nova. Mas à medida que a inteligência artificial evolui e suporta humanoides que até mesmo recebem cidadania - a robô Sophia da Hanson Robotics recebeu o título do governo da Arábia Saudita - nossos medos ecoam mais próximos.

Um novo relatório compilado pelo McKinsey Global Institute prevê que até o ano de 2030, cerca de 800 milhões de empregos globais poderão ser substituídos pela automação. O impacto das tecnologias emergentes no dia a dia do trabalho seria comparado a mudança das sociedades agrícolas durante a Revolução Industrial. 

Neste universo onde carros autônomos deixam os laboratórios de companhias para ganhar às ruas, robôs pessoais celebram funerais no Japão e até mesmo assumem orquestras, pessoas de carne e osso precisarão reciclar suas carreiras. O estudo analisa mais de perto uma amostra de carreiras em seis nações, no caso a China, Alemanha, Índia, Japão, México e Estados Unidos. Já as carreiras incluem profissionais criativos, profissionais de TI e da saúde, professores, executivos, vendedores, engenheiros e postos de trabalho na área da construção e atendimento ao consumidor. 

Em resumo, as mudanças  proporcionadas pela tecnologia não virão para todos de forma igual. Apenas 5% das ocupações atuais devem ser completamente automatizadas se a tecnologia de ponta de hoje for amplamente adotada, enquanto que em 60% dos postos de trabalho, um terço das atividades será automatizada. 

Mas da mesma forma como aconteceu no passado, a tecnologia não se mostrará inteiramente destrutiva. Novos empregos serão criados e os cargos existentes serão redefinidos. Os pesquisadores da McKinsey lembram que a automação não é um fenômeno novo e citam a conclusão de um estudo publicado nos anos 1960 que diz que a "tecnologia destrói empregos, mas não o trabalho." Como exemplo, eles lembram o efeito do computador pessoal nos Estados Unidos nos anos 1980, que levou a criação de 18,5 milhões de novos empregos. 

Os efeitos da automação também serão diferentes de país para país, ressalta o relatório. Economias mais desenvolvidas, como os Estados Unidos e a Alemanha, provavelmente serão mais atingidas pelas mudanças futuras, tendo em vista que salários médios mais altos incentivam a automação. 

E por falar em remuneração, outra consequência proporcionada pela ascensão da inteligência artificial diz respeito ao crescimento da desigualdade social. A desigualdade entre os salários deve crescer, possivelmente levando a instabilidades políticas. 

Nesse sentido, o estudo chama atenção ao protagonismo dos governos: "a história mostra numerosos exemplos de países que passaram com sucesso a onda de mudanças tecnológicas, investindo em seus trabalhadores e adaptando políticas, instituições, e modelos de negócios para a nova era. Esperamos que este relatório leve os líderes a essa direção mais uma vez." 




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