quinta-feira, 29 de junho de 2017

Seis passos para a empresa evitar ser vítima do Petya.

Seis passos para a empresa evitar ser vítima do Petya.
Seis passos para a empresa evitar ser vítima do Petya.
Apesar de a Microsoft já ter liberado um correção para o problema em todas as versões do Windows, ondas de ataques como o WannaCry e o Petya mostram que muitas empresas ainda não realizaram a instalação dos patches de segurança.

“O WannaCry e o Petya mostram que empresas no mundo todo enfrentam um problema com a atualização de sistemas. Isso acontece porque muitas acabam se dedicando mais à resolução dos incidentes do que à prevenção desse tipo de ameaça ou à mitigação dos riscos”, explica Militelli.

“A falta de processos está fazendo novas vítimas. Enquanto as empresas não tomarem consciência da real importância de contar com processos maduros de gestão de segurança, continuaremos a ver esses problemas”, explica.

Especialistas de cibersegurança da Ernst & Young orientam as empresas em todo o mundo a tomarem medidas imediatas para prevenção e mitigação do efeito desses crimes.

De acordo com eles, há seis medidas que as organizações podem tomar imediatamente para ajudar a proteger seus dados e sistemas – os ativos mais valiosos e de seus clientes - ao mesmo tempo em que minimizam os possíveis danos causados por outras ameaças:

1 - Desconecte as máquinas infectadas da rede e segregue as máquinas de backup porque também podem ficar criptografados se forem conectados à rede.

2 - Ative seu plano de resposta a incidentes e não trate a investigação como um mero problema ou exercício de TI. Reúna um time multifuncional na equipe de investigação, incluindo jurídico, compliance, segurança da informação, administrativo, relações públicas, recursos humanos e outros departamentos relevantes.

3 – Identifique as vulnerabilidades em seu sistema. Instale atualizações de segurança, detecção de malwares e detecção de vírus para dificultar recorrências e melhorar as ferramentas de detecção e resposta para futuros ataques.

4 - Certifique-se de que seus sistemas estejam corrigidos antes de reconectar os computadores. Mantenha os sistemas atualizados com um programa de gerenciamento de vulnerabilidades de alto nível. Isso deve incluir um ciclo de repetições para gerenciar vulnerabilidades com base em riscos à medida que eles evoluem e um modelo de amplo e atualizado de inventario, pontuando o nível de risco de aposição de cada item e sua conectividade com outros dispositivos.

5 – Ative o plano de continuidade do negócio. Utilize como base os requisitos necessários para relatórios regulatórios, reivindicação de seguros e disputas, litígios, inteligência de ameaças e/ou notificação de clientes.

6 – Colete e preserve as evidências, seguindo o rigor forense necessário, de maneira possam ser usadas em uma investigação.

"O sequestro de dados exige um plano de contingência e de resposta rápido. Mesmo depois que os dados são restaurados, as empresas às vezes enfrentam problemas na recuperação de informações sensíveis que foram comprometidas no ataque. Clientes, fornecedores e demais stakeholders podem exigir que a empresa demonstre de forma forense que, mesmo que os dados tenham sido acessados, nada foi perdido por completo”, alerta Sergio Kogan, gerente sênior de cibersegurança da EY.

Observar a cibersegurança como prioridade do negócio, auxilia na mitigação dos riscos das empresas no ambiente digital, permitindo conhecer o nível de exposição e riscos associados e facilitar a tomada de decisão dos executivos.

“Para prevenção e segurança dos dados é recomendável que as empresas redobrem a atenção para a criação de processos maduros, principalmente para gestão de vulnerabilidade, gestão de mudança e gestão de patches, incluindo uma revisão de processos e políticas de backup, resposta a incidentes, e continuidade de negócio, além de identificar os ativos mais importantes da empresa e monitorar de forma proativa com a realização de testes do programa de segurança com exercícios de Red Team e/ou testes de invasão. Realize um monitoramento tempestivo de infraestrutura crítica ao negócio e planos de conscientização junto aos colaboradores e faça uma gestão estratégica de cibersegurança, com processos, pessoas e tecnologias”, conclui Demétrio Carrión, sócio de cibersegurança da EY.

Pesquisa recente da EY mostra que a vulnerabilidade das empresas brasileiras é grande. A maioria não possui um programa formal de inteligência contra ameaças (81%) e não dispõem de um centro de operações de segurança (63%). Quase a metade delas já teve um incidente cibernético no ano passado (45%), mas apenas 28% aumentaram seus orçamentos no último ano.





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