quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Supostos hackers são presos cobrando R$ 5 milhões para alterar resultado da urna eletrônica.

Supostos hackers são presos cobrando R$ 5 milhões para alterar resultado da urna eletrônica.
Supostos hackers são presos cobrando R$ 5 milhões para alterar resultado da urna eletrônica.
A partir da denúncia de um prefeito no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal prendeu na terça-feira, 13/9, duas pessoas acusadas de estelionato por aplicarem um golpe em que prometiam alterar o resultado da urna eletrônica nas eleições municipais de 2 de outubro próximo. 

Segundo a PF, “os criminosos diziam ter contato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobrariam R$ 5 milhões para, supostamente, fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 mil para, supostamente, fraudar a eleição para vereador”.

Após o cumprimento dos mandados, realizado hoje, constatou-se tratar de estelionato, pois não há indícios de que os criminosos realmente poderiam obter êxito em fraudar as urnas eletrônicas e nem mesmo teriam contato com a empresa de atualização de software”, conclui a Polícia Federal.

O TSE também reforça tratar-se de uma tentativa de golpe, e não o abuso de alguma fragilidade da urna eletrônica. “A operação deflagrada hoje, além de deixar claro que a segurança da urna não foi violada, foi realizada exatamente no dia em as urnas começam a ser carregadas com o sistema de votação e a partir de agora não podem mais ser modificadas”, diz nota do presidente do TSE, Gilmar Mendes. 

A Justiça Eleitoral recebeu a notícia da operação com muito pesar e alerta para que candidatos e cidadãos não caiam em golpes como esse. A urna é um equipamento que tem se mostrado inviolável e todo o processo de votação é extremamente seguro. Em vinte anos de história da urna, não houve uma fraude sequer no processo eleitoral brasileiro”, diz o ministro. 

Além de duas prisões, uma em Brasília, outra em Xangri-lá, no litoral gaúcho, a PF informou que uma terceira pessoa com mandado de prisão expedido está foragida. Segundo o chefe da Delegacia de Defesa Institucional da PF, Fernando Casarin – ex funcionário do TRE-RS – que comandou a operação, os acusados diziam ser de uma empresa da capital capaz de modificar os votos. 

As negociações do prefeito com os suspeitos, monitoradas pela PF, se estenderam por um mês. “Eles diziam que poderiam inserir um algoritmo ou alterar um código binário da programação da urna eletrônica, através de um contato com a empresa que fornece o software à Justiça Eleitoral. Para isso, pediam um pagamento de acordo com a arrecadação do município. Os valores variavam de local para local”, explicou Casarin, durante coletiva nesta terça.

Segundo a Justiça Eleitoral, a urna eletrônica possui mecanismos de segurança que garantem que somente os programas gerados na cerimônia de lacração, única oportunidade em que a chave de assinatura oficial dos sistemas é utilizada, possam ser executados com status de aplicação oficial. Nessa oportunidade, os programas são inspecionados, fazendo com que não haja como alguém gerar um programa malicioso para fraudar a eleição. Trata-se do processo de ‘carregamento’ das urnas mencionado pelo presidente do TSE.





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