terça-feira, 13 de outubro de 2015

Crianças hackers desmontam e criam objetos tecnológicos em projeto na Bahia.

Crianças hackers desmontam e criam objetos tecnológicos em projeto na Bahia.
Crianças hackers desmontam e criam objetos tecnológicos em projeto na Bahia.
Quando as crianças se reúnem para brincar, a criatividade é presença garantida na diversão. Mas o conhecimento também pode fazer parte dessas brincadeiras. E é de forma criativa, alegre e inovadora que um grupo de crianças de Salvador tem contato com a linguagem do universo hacker. "Eu gosto de desenvolver as coisas, gosto mesmo de tecnologia. O que eu mais gosto de fazer é abrir as coisas para conhecer o que tem dentro delas", relata Cristian Furtado, de 7 anos.

Ele é filho de um dos idealizadores do projeto "Crianças Hackers", o estudante do curso de Engenharia de Computação Cristiano Furtado. As atividades permitem que as crianças se distraíam com equipamentos de informática e outros aparelhos eletrônicos, sob supervisão de adultos. Eles incentivam ainda a relação de troca e socialização entre as crianças, ao englobar meninos e meninas de diferentes faixas etárias em diversas oficinas.

"O melhor de todos [objetos transformados pelas crianças] foi as baratinhas. Utilizamos escova de dente usada, vibracall de celulares descartados e baterias de relógio. As crianças ficaram fascinadas em ver que a escova de dente poderia se mover utilizando a vibração. Fantástico mesmo", lembra o estudante.

Segundo Furtado, a cultura hacker é caracterizada pela abertura e compartilhamento, não apenas do conhecimento, como também da criatividade e da liberdade para idealizar novos objetos através de um processo de descoberta lúdica.

Outra criança que participa do projeto é Luiza Teixeira, de 9 anos. "Gosto de aprender sobre robôs e mexer em computador. Gostei muito quando pegamos os brinquedos e colocamos luzes por dentro. Foi bem legal. Quando crescer quero mexer com tecnologia. Penso em ser cantora também e vou ser os dois", disse.

Ela conheceu o lugar por meio do irmão, Lucas Teixeira, que é analista de sistema. "Minha irmã sempre gostou de cultura nerd e mexer em computadores. Eu descobri o projeto e levei ela. Pensava que as crianças tinham atividades de noção de matemática, mexiam em computador, mas me surpreendi quando cheguei lá e vi minha irmã programando um carrinho de controle remoto através do computador. Fiquei impressionado e com um pouco de inveja também porque é um trabalho complexo", brinca Lucas Teixeira.

Cristiano Furtado destaca a importância em desenvolver a curiosidade infantil e a ampliação da visão das crianças em relação às tecnologias do cotidiano e tudo o que as rodeiam. "A gente quer que as crianças entendam como funciona a tecnologia - como a luz liga, essas coisas. A ideia é mostrar para as crianças que elas são capazes de transformar um celular em um brinquedo. Diferente do adulto, que pegaria um celular e descartaria como lixo tecnológico. É o que mais tem acontecido. Fora que os brinquedos que as crianças não brincavam mais se transformam em novas possibilidades de diversão", explica Furtado.

A ideia do projeto surgiu junto com uma amiga pedagoga, Ka Menezes, que é pesquisadora de tecnologias contemporâneas na educação. "Sou estudante de engenharia da computação e, por entender de tecnologia, resolvemos fazer essa parceria, já que ela [Ka Menezes] está mais voltada à área da educação", afirma. O idealizador do projeto fala sobre a visão negativa que muitos têm em relação ao hacker. "O hacker utiliza a tecnologia para o bem e o cracker utiliza a tecnologia para o mal. Ainda existe essa dúvida nas pessoas. É normal", conta. Os encontros entre as crianças que integram o projeto não acontecem em lugares fixos. Eles realizam o projeto em pontos diferentes de Salvador como parques e praças da cidade.





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