quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Polícia Federal invade Deep Web e cumpre 105 mandados de busca, apreensão e prisões.

Foto: Polícia Federal

Atualizado às 16h05 - 15/10/14 

É a primeira vez que a Polícia Federal investiga crimes na Deep Web, meio onde não é possível rastrear os usuários.

 Mais de 500 agentes da Polícia Federal (PF) cumprem 93 mandados de busca e prisão na manhã desta quarta-feira (15) em uma investigação inédita contra a pornografia infantil em 18 estados e no Distrito Federal. A operação, chamada Darknet, pretende confirmar a identidade de suspeitos e buscar provas dos crimes de armazenamento e divulgação de imagens envolvendo menores. 

Um seminarista está entre os 51 presos. A informação é do delegado Sandro Caron, superintendente da PF no Rio Grande do Sul, que coordenou a ação deflagrada simultaneamente por 44 unidades da Polícia Federal.

"Tivemos presos efetivamente no dia de hoje um seminarista, um agente penitenciário. Servidores públicos e militares estão sendo investigados, além de empresários", disse Caron em entrevista coletiva realizada em Porto Alegre. "Um deles, aqui no Rio Grande do Sul, foi flagrado dormindo com uma criança em Viamão", completou o delegado Rafael França, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Institucionais da PF.

Metodologia da investigação 
Através de metodologia de investigação inédita e ferramentas desenvolvidas, os policias federais conseguiram quebrar esse paradigma e identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Segundo a PF, apenas as polícias norte-americana e inglesa, FBI e Scotland Yard, haviam realizado este tipo de trabalho.

PF Gaúcha iniciou mega operação.
Esta é a primeira investigação da polícia na Deep Web, um meio normalmente utilizado para a divulgação de conteúdos de maneira anônima pois não é possível rastrear usuários e identificar o IP do computador. 

Durante a investigação, que começou um ano atrás, foram resgatadas pelo menos seis crianças em situação de abuso por todo o Brasil. Em um dos casos, um pai relatava que iria abusar da filha assim que ela nascesse. Os agentes ainda prenderam quatro investigados.

A Operação Darknet foi realizada nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. A investigação ainda obteve informações sobre suspeitos de outros países que foram repassadas para autoridades de Portugal, Itália, Colômbia, México, Venezuela.

No total estão sendo cumpridos 105 mandados de prisão, sendo 93 no Brasil e 12 no exterior.


Com informações de Zero Hora.




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